Há uns dez anos, quando fizemos a piscina, quis muito colocar um deck entre o relvado e a bordadura. Gostava da ideia de misturar vários pisos e vários materiais, adorava poder incluir madeira nobre no jardim e além disso ficava com uma boa área sem rega automática, destinada às cadeiras de apoio à piscina. Na minha cabeça tuuudo fazia sentido. Mas não foi fácil convencer o pai que, do alto dos seus sessentas, parecia adivinhar o futuro..
A verdade é que Trás-os-Montes chega a ter dias de mais de 40 graus no verão e já tem chegado aos muitos negativos no inverno. Resultado, a madeira escolhida foi um tiro no escuro e uns anos depois o deck parecia um elemento vivo... Crescia no verão, mingava no inverno...
Resolvemos manter o espaço mas alterar o material. Depois de ouvir engenheiros, arquitetos, técnicos e mais um par de gente, optámos pelo composite, um material que mistura composto de madeira e polipropileno, tornando-o mais resistente e com um aspeto igualmente agradável.
Moral da história, escolham muito bem os materiais que usam nos jardins de acordo com o clima local. Ou... ouçam os vossos pais!
Beijinhos






